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terça-feira, 6 de setembro de 2016

A atualizar o cv "like a boss"


Mas alguma vez eu podia deixar de mencionar isto no meu cv?!

(A parte de não correr há meses não interessa nada... eheh)


O que é que vos parece?...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Cá estamos...

(A bradicardia é de menos de um batimento por mês, mas ainda há sinais de vida.)

Situação 1 (há umas semanas atrás)
Por volta das 7 e pouco da manhã a caminho do trabalho, ligo o rádio do carro.
Começo a ouvir rancho e penso "é sempre a mesma coisa, já se voltou a desprogramar".
Programo a estação e o rancho continua. Mudo para outra estação e ouço exatamente o mesmo rancho.
"Então mas o rádio avariou de vez? Como é possível duas frequências diferentes estarem a apanhar a mesma coisa?"
Mudo mais que uma vez de uma para a outra. As restantes estão normais, mas aquelas continuam avariadas.
Até que ouço uma voz pelo meio do rancho. É o Tino.

O rádio está bom, as eleições estão aí. ;)


Situação 2
Já é a terceira ou quarta vez que acontece vermos laranjas no nosso terraço. Os únicos que têm uma laranjeira são os vizinhos da esquerda (a nossa foi à vida por fúria canina) e o vento não tem estado assim tão forte para fazer saltar laranjas pelo muro. Deve ser o garoto que acha piada atirar à Bina.
A cadela acaba por não ligar nenhuma às laranjas e ficam por ali a estragar-se... Ainda não chamei à atenção à vizinha... Desta vez o A. pegou nelas e pô-las em fila em cima do muro para eles verem.
Cheguei ontem a casa e lá estavam novamente espalhadas no terraço.
Reclamar para quê? Não as querem?

Laranjas para sobremesa! :P

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Pensamento do dia...

"Quando for grande, quero escrever atas das reuniões de formação em serviço!"
NOT!

Mas agora lá terá que ser... :(


Olhem só para esta fotografia. É de uma parede na maternidade...

Tirei-a no intervalo do almoço. A melhor parte do dia de formação! :)

Vá, acabaram-se as distrações!

terça-feira, 28 de abril de 2015

A propósito da Neura...


Não encontrei a nova música do PZ, mas encontrei a "Tu és a minha gaja", que está fresquinha que nem uma alface e tem igual qualidade às anteriores, como "Cara de Chewbacca" ou "Passeio"... :P


Para melhor perceberem o porquê deste meu gosto alternativo, basta prestar atenção às frases espetaculares, como:

"tu és a minha gaja,
sem dúvida nenhuma (...)
limpinho, tu és a minha gaja (...)
Isso é que interessa,
ficar alapadinho contigo no sofá" 


Romântico, diria.  ;)


(Promessa eleitoral: Lá pa sexta, eu atualizo o blog... eheh)


sexta-feira, 13 de março de 2015

Pensamentos mais ou menos idiotas de uma semana que acaba com uma sexta-feira 13

1: (Ao passar por um rebanho a caminho do trabalho. Sim, aqui ainda se vêm rebanhos, volta e meia, ao lado da estrada nacional) Noutra vida gostava de ser uma ovelha. Passar o dia a comer ervinha fresca, ter um casaquinho de lã fofinho no Inverno e esperar ansiosamente pela tosquia com os primeiros raios de sol quente da Primavera. Dar umas corriditas com as minhas amigas a caminho de casa e, de vez em quando, mandar uns pinotes só para imitar as minhas primas cabras! :P

2: Não há nada como estar sozinha em casa de manhã. Pelo menos uma vez por semana e, assim, andar com a tv para trás e poder ver, sem interrupções alheias ou intervalos chatos, o episódio da Grey (que esta semana foi, curiosamente, o número 13!)



3: Antes de passar desta para melhor (antes de ser uma ovelha, p.e. :P) não posso deixar de ir a Montalegre numa sexta 13 à noite. Promessa feita.

4: Estou a, precisamente, a um ano e um mês dos trinta... Ai a velhice... É tramada! :P

Quem achou que eu só escrevi idiotices nos últimos quatro parágrafos, azarito!
Eu tinha avisado no título...

(foto referenciada nela mesma)

sábado, 7 de março de 2015

A cultura das sombras...

Não tinha quaisquer intenções de falar sobre este assunto. Não li estes livros (a minha fase de ler livros tipo "Diário de uma ninfomaníaca" passou-se no final da adolescência e ficou por lá) e, ai de mim se me obrigam a ver o filme... Mas não podia deixar de comentar isto:

Então não é que em Carrazeda de Ansiães o município decidiu pagar uma sessão de cinema a cerca de 200 pessoas para ver as 50 Sombras de Grey (e assim se gastam 400 euros do orçamento municipal!) com o objectivo de promover a cultura e evitar que as pessoas tenham de sair da cidade para ver este filme?

Cultura, caros autarcas? Que cultura? A do sexo sadomasoquista? Ou a suposta modernização parola do interior transmontano?


Façam-me mudar de ideias, mas respostas como a da senhora no final do filme "não gostei daquela crueldade, a bater-lhe..." ou das raparigas que acharam o filme chocante, só vêm reforçar aquilo que penso sobre este assunto. Sinceramente, ao ver esta "notícia" e ouvir falar tanto do filme no mês passado, acaba por me surgir sempre este pensamento: há por aí muita gente com problemas, muita mesmo...

Afinal, sadomasoquistas somos nós todos um pouco. Nós, os portugueses, que continuamos a nos esforçar por trabalhar e viver neste lindo país à beira-mar plantado, de políticos que não são "perfeitos" e não lá muito promotor da cultura... :S

Enfim.



Prometo que amanhã abordo um tema bem mais suave e menos polémico.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

As suspeitas confirmaram-se

1.º Afinal os problemas gástricos, não devem ser mesmo gástricos, mas sim vesiculares. Parece que tenho a vesícula preguiçosa, por isso, há que fazer medicação durante uns dias e tenho de saber identificar quais os alimentos a evitar pela minha intolerância.


2.º O mais provável é que não seja síndrome vertiginoso, apenas uma sensibilidade maior a coisas que mexem com os líquidos no labirinto dos meus ouvidos, ou basicamente, com a minha sensação de equilíbrio.
Conclusão: tenho de tomar outros comprimidos durante uns tempos e afastar-me da minha cadeira de balouço nova (que foi a responsável pelo desencadear destas vertigens malucas) durante MESES... :(

Juro que pensava que não, mas afinal sou uma sensívelzinha-mete-nojo!!!
Uma autêntica menina que, ainda por cima, por agora, tem que se encher de comprimidos...

E foi nisto que deu a minha consulta de rotina. Há que celebrar ao som desta música:


Dead or alive - You Spin me around (like a record)

Yeah I, I got to know your name
Well and I, could trace your private number baby
All I know is that to me
You look like you're lots of fun
Open up your lovin' arms
I want some

Well I...I set my sights on you
(and no one else will do)
And I, I've got to have my way now, baby
(and no one else will do)
And I, I've got to have my way now, baby
All I know is that to me
You look like you're havin' fun
Open up your lovin' arms
Watch out, here I come

*You spin me right round, baby
right round like a record, baby
Right round round round
You spin me right round, baby
Right round like a record, baby
Right round round round

I, I got be your friend now, baby
And I would like to move in
Just a little bit closer
(little bit closer)

**All I know is that to me
You look like you're lots of fun
Open up your lovin' arms
Watch out, here I come

[*Repeat]

I want your love
I want your love
[**Repeat]

[*Repeat and fade with ad lib]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

V Trilhos dos Abutres (27k) - Frio, lama, chuva, lama, granizo, lama, vento, lama, paisagens incríveis, trilhos fantásticos, mais umas amizades no trilho e mais uma chegada ao fim!

Pois, o título ficou muito comprido, eu sei...
A culpa foi da lama, retiro da minha pessoa qualquer responsabilidade. E assim também se vão preparando para o meu maior post de sempre.


Se estás já cansado de ouvir falar ou ler sobre os Abutres de certeza que é porque não participaste na prova, sugiro que não continues a ler o que se segue.
Eu sei que já passou quase uma semana do acontecimento, mas só ontem tive acesso à amostra de uma foto numa zona mítica do percurso e fazia questão de ilustrar este post com ela.
Além disso, o meu sistema imunitário, afinal, não é assim tão poderoso e, esta semana, tive direito a relembrar o que é estar com 38,5º C de temperatura e a definhar no sofá, depois de mais uma noite de serviço daquelas...


Mas bem, bora lá contar-vos como foi a minha experiência "abútrica".
Estão preparados?!?


Na noite anterior, para não falhar à tradição, não consegui dormir nadinha de jeito. O A. uma vez mais, vomitou a meio da noite (as desculpas que ele arranja sempre para falhar às provas de trail running :P), depois, também eu fui tratar de ir mais leve para a prova (o meu sistema nervoso é um querido!).
Lá fora, continuava a chover a potes.

De manhãzinha, toca a despachar para ir ter com os outros 2 resistentes da nossa equipa. De 12 inscritos, apenas sobraram 3 malucos que insistiram viver o V Trilhos dos Abutres: um homem e duas mulheres.
Esqueci-me que era dia de feira e fui pelo percurso mais chato para ir ter com eles. Ir por lá, fez-me ver que o rio já tinha ultrapassado, e bem, as margens. Os campos estavam completamente alagados, como ainda não tinha acontecido este ano. E no meu pensamento "Ok... Mas não é isto que me vai fazer desistir!"

Siga caminho e sem grande chuva, mas sempre com nuvens negras a pairar em cima das montanhas que iríamos trepar. Soubemos que a prova da ultra tinha sido adiada umas horas, a organização tinha ponderado cancelar/adiar o evento, mas optaram por alterar alguns percursos e esperar que as águas da chuva intensa da noite, escorressem montes abaixo e aliviassem os trilhos...

Em Miranda do Corvo estava bem fresquinho e ora fazia sol, ora desatava a chover como nunca...
Às 10h começou a Ultra (50k). Lá foram eles todos contentes. Começaram com sol.
A nossa prova ficaria para as 10h30. Stresszinho a aumentar com a aproximação da hora. Só pedíamos que não chovesse no arranque, para podermos aquecer um bocadinho. Com o atraso, tínhamos também receio de já chegar ao fim da tarde, com pouca luz natural, o que, sem frontal (aquelas luzinhas que se põem na testa p.e.) seria bem mais complicado...


10h40 arrancámos. Eu e a A.L. mantivemo-nos juntas, apesar de eu achar que ela corre mais que eu. Sabíamos que os trilhos iam ser muito duros (até perigosos) e era importante ter alguém conhecido por perto em caso de necessidade.
Nem 1km fizemos e começou a chover. Os trilhos estavam cheios de lama, mole onde enterrávamos as sapatilhas, que pareciam querer sair dos pés, ou então, de pequenos riachos castanhos que não nos deixavam ver o que estava por baixo, fossem pedras escorregadias, paus ou mais lama...

O pessoal que ia por perto estava super animado e nós também. Dizíamos piadas, ríamo-nos dos que escorregavam na lama (e dávamos uma mãozinha se fosse preciso, claro!), sorríamos para as câmarazitas de filmar dos outros participantes. Um deles andava, 
de cada vez que passávamos por uma zona mais escorregadia, tentava, a todo o custo, apanhar quedas aparatosas no vídeo...  :P

Primeiro desafio:

Saltar um riacho de água por baixo de um viaduto, com mais ou menos 1m de largura. Safei-me bem. E afinal este nem era bem um desafio, como percebi pelo que se seguiu... Mas deu logo para ficar molhada até aos joelhos...
Bem pior que eu, pessoal que vi nas fotos a atirarem-se completamente à água, só para passaram mais depressa... Diria, pouco inteligentes...


Tipo isto:
(dafuq?!)

Continuámos o nosso caminho e, durante um bocadinho, deu para correr, esticar as pernas e aquecer (dentro do possível...).
Começamos a andar a par do rio e de pequenas quedas de água. Decidi calçar as minhas luvinhas novas (tê-las levado foi o que me safou, mais à frente... sem dúvida, foram a minha melhor aquisição de equipamento de trail até hoje) sempre que fosse preciso agarrar-me a alguma coisa ou trepar.
Apanhámos a primeira descida cheia de lama e sem vegetação a onde nos pudessemos agarrar. A A.L. ía à minha frente com medo de escorregar. Até que eu experimentei baixar-me, juntar os pés e escorregar por ali abaixo com a ajuda das mãos. Tipo "sku", mas sem pousar o rabo no chão, estão a ver? Resultou. E a partir daí não quis outra coisa. ;)


Sempre que possível tentávamos correr, mas era difícil, pela lama, a inclinação e a quantidade de gente que, nesta fase, ainda ia à nossa frente. Entretanto, pude adorar a paisagem, ver a água a correr furiosamente riachos abaixo, mesmo ao nosso lado.

Desafios seguintes:

Descemos por um "mini-precipício", agarrados a uma corda (benditas luvas!) que acabava antes do final da descida... E, mais uma vez, tive de recorrer à "minha" técnica maravilha de sku. Teria sido exemplar, não tivesse eu afastado a perna esquerda a escorregar, o que fez com que eu ficasse com um tronco entre as pernas... Valeu por mais um momento de risada graças à posição parva em que fiquei. :P
Trepámos uma parede de lama imensa em que tínhamos que encontrar socalcos mais ou menos firmes para subir. A A.L. começou a ficar para trás e a queixar-se de dores nas costas...
Começámos a subir a montanha e o granizo a atacar-nos com força. Só imaginávamos apanhar neve lá em cima...
Pior que a parede de lama, tivemos que trepar um muro de pedras, mais alto que eu, que se tinha transformado numa pequena queda de água...

Passamos por várias pontes rústicas de madeira. Uma delas mesmo em frente a uma cascata que, nesse dia, graças à chuva, estava gigante. A força da água era tanta que sentíamos as gotas do vapor de água na cara. Um cenário simplesmente magnífico! Lindo, lindo!
Lembro-me de pensar "isto sim, são os Abutres..."
(Tenho pena que a amostra não faça jus ao que vimos...)



(ali vou eu! ;)

A subida da montanha foi-se fazendo nas calmas. Subíamos agarrados a cordas, correntes, de gatas, como calhava! Apesar do frio e da chuva que nos ia dando algumas tréguas, sentia-me bem. Não estava ainda muito cansada e fui incentivando a A.L. a continuar e a ir bebendo água aos poucos. Tínhamos que chegar, pelo menos, ao Posto de Abastecimento dos 17km que sabíamos ser já a descer. Ela que é uma força da natureza, estava de rastos, com dores "nos rins" e as mãos a inchar... :S

Cheguei ao ponto mais alto e percebi que a A.L. estava um pouco mais para trás. Lá em cima estava um vento gélido. As minhas luvas, mesmo meio molhadas e cheias de lama, conseguiam manter as minhas mãos quentes, graças à capinha para as pontas dos dedos. Para não arrefecer, decidi continuar ao meu ritmo e esperar por ela no abastecimento.

Na descida, surgiu mais um desafio:
O trilho tinha-se transformado em linha de água. A água corria sem parar por ali abaixo e eram raros os sítios onde nos conseguíamos desviar um pouco do seu trajeto.
Siga água abaixo e não reclama! :P
De facto, era mais fácil descer por onde havia água, porque o solo era mais firme que nas margens cheias de lama. Sempre com cuidado, para não dar um malho em sítios com pedras e a usar a "minha" técnica nas descidas lamacentas.

Até que, já a ver um estradão e dois marmanjos da organização ali parados a ver-nos passar, enquanto grelhavam umas febras (nem senti fome com o cheiro, só me apeteceu aquecer aos mãos nas brasas...), existia um lago lamacento enorme...
Vai a D. cheia de confiança, à frente de uns poucos de gajos (ainda por cima! Burra de não os ter deixado passar primeiro para ver o melhor caminho...), segue em direção ao lago e, já dentro dele, com água pelos joelhos, sente o pé esquerdo a escorregar (outra vez o esquerdo!)...
Conclusão: água gelada até à cintura! ;)  Só não mergulhei, porque fiquei segura num tronco que estava debaixo de água (ufa!).
Mando uns berros. Os meus companheiros de luta ajudam-me a sair da água e perguntam-me se estou bem, se me magoei. "Não, estou bem. É a água!...". Eles "tá fria?!". Eu "Nãaaaaoo, tá booooaaaa!" :P

Toca a correr dali para fora, para tentar aquecer. O abastecimento dos 17km estava a uns metros... Gondramaz, uma pequena aldeia no meio do nada, mesmo muito gira. Hei-de lá voltar.
Parei. Neste abastecimento, como nos outros todos. Coisa que não costumo sentir necessidade nas provas, mas nos Abutres era crucial. Além disso, queria ver como estava a A.L.
Esperei um pouco, comi uns deliciosos bocados de laranja, banana e uns quadradinhos de marmelada. A minha colega de equipa tardava em aparecer e eu estava a ficar gelada...


Decidi continuar. Não sem antes pedir a umas pessoas que estavam ali a assistir para a avisarem que eu tive de continuar para não arrefecer mais.
Logo a seguir, vi o J.P. (que bom ver uma cara conhecida!), marido da A.L. Estava a ver se nós passávamos. Pedi-lhe que voltasse para trás e fosse ao encontro dela. A minha colega optou por desistir neste ponto da prova.

E eu segui sozinha. Faltavam 10km, não haviam de custar mais que os que já tinha feito...
(E vocês, se aguentaram até agora, deixem-se estar. Afinal só faltam 10km de descrição. O pior já passou... ;)

Ouvi dois corredores que iam perto de mim a queixarem-se do frio nas mãos. Comecei a mandar bocas na brincadeira "eu vou aqui com as minhas mãos quentinhas!" "estas luvas são um espetáculo! A melhor compra de sempre...". Eles entraram na brincadeira e começaram a conversar comigo. Soube de onde eram. Afinal eles conheciam provas onde eu já tinha participado e outras que foram realizadas na minha terra. E eu conhecia uma prova organizada pela equipa de um deles ;)

Seguimos por trilhos e levadas, fizemos uma pequena parte de um percurso pedestre, passámos o rio de um lado para o outro, em cima das pontezinhas de troncos, mais umas poucas vezes. Nesta zona, passaram por nós os dois primeiros classificados da Ultra, em altas velocidades, como se nada fosse (como se não levassem, pelo menos, mais 25km que nós nas pernas...).
Na altura, nem cheguei a saber o nome dos meus novos companheiros de luta... Mas, até ao último abastecimento a 5km do final, continuámos juntos, na galhofa, como se nos conhecessemos há mais tempo... Como não podia falhar, veio à baila o tema TopMáquina e respetivas Teorias-Top-do-Trail, o facto de eu ser enfermeira e, alegadamente, ter andado a meter-prá-veia e outros assuntos nessa linha... ;D ;D
Uma risada, que nos manteve bem dispostos e distraídos por um bom bocado, esquecendo um pouco as dificuldades vividas e o que ainda estava para vir até à meta...


No último abastecimento antes do fim. A A.L. e o J.P. estavam à minha espera. Incentivaram-me a continuar. A não perder muito tempo porque era uma das 10 ou 12 primeiras.
Nem sei o que me deu, até ali não tinha pensado na classificação, nunca foi o meu objetivo primário. Mas, na altura, meti na cabeça que tinha de me manter nas 10 primeiras classificadas. Afinal, não me lembrava de ser passada por nenhuma mulher pelo meio da prova, eu é que fui passando... "São só mais 5km? Ok, vamos lá!"

E, para terminar, segui outra vez sozinha.
Eram só 5km, de facto, mas não eram 5km de corrida. Destes, 3 ou mais eram de lama, pura. Mole e falsa como a que tínhamos apanhado no início... Fui andando, como pude. Ainda tive oportunidade de fazer uma pose parola para um fotógrafo que estava a seguir a um lago de lama à espera de apanhar um qualquer descuidado que lá se enfiasse... :P

Custou-me muuuiiito esta parte. Só me imaginava a perder ali o chip ou uma sapatilha e ficar ali que tempos, sozinha, à procura... Demorei imenso tempo aqui e fui passada por uma data de gente.


Acabou, finalmente, a lama e começou a corrida em plano, estrada, até chegar quase à meta. Seria um bom sprint final, não tivesse eu meio quilo de areia nas sapatilhas e mais de 20km impossíveis nas pernas. Mesmo assim, nesta fase, passei uns 3 corredores (homens, à pois é!... ;)



(a areia por baixo da sola das minhas sapatilhas. Litros e litros de água limpa depois, que os meus pais lhe passaram, para tentar tirar a lama...)

E, só para acabar em beleza, uma rampa até ao pavilhão da meta, super inclinada, escorregadia e cheia de lama... Foi o único sítio do percurso onde fui incapaz de me rir para a foto. Ainda por cima, logo aqui, fui ultrapassada por uma mulher... :S

Chego ao cimo dessa rampinha. Expiro com força, espero 2 ou 3 segundos e arranco a correr para os últimos 200m até à meta.

E já está! Aquela sensação incrível de dever cumprido! Objetivos superados!
Consegui chegar ao fim... ;)  Braços no ar, um sorriso na cara.


Comer qualquer coisa, debater-me para tirar o chip dos atacadores da sapatilha e dar um abraço os meus companheiros de luta e novos amigos do mundo trail ;)

V Trilhos dos Abutres (27K): 12.º lugar Fem., 9.º lugar Sen F (o meu escalão), 4h49. Feito. ;)
Para mim, a prova de trail running mais dura mas mais bonita de sempre!












Podem ler aqui um excelente relato de quem viveu a experiência do Ultra Abutres.

Se ainda tiverem coragem, para melhor perceberem aquilo porque passámos, deixo-vos o link de um vídeo (onde eu apareço! uhu :P).
Alerto apenas para a edição "meio-esquizo" do vídeo. Os mais sensíveis podem ficar enjoados ou a convulsivar ao fim de uns minutos... Eheheh


Fotos minhas durante a prova?
Simplesmente impossível. Para além de não ter levado nenhum aparelho à prova de água e lama, precisei das minhas duas mãos livres em todo o percurso e muito admiro quem conseguiu fazer vídeos como este...


Deixem-se de tretas, o vídeo tem 20 min e meio, ok. Eu estive lá quase 5 horas... Custa-vos assim tanto?!
Ok, façam como entenderem... :P



Pronto, já acabei.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sim, fui eu...

Querida maninha, sim, fui eu a culpada.
Fui eu que raptei o Joãozinho, o esqueleto-perneta e o crânio-sem-mandíbula. Os fins justificaram os meios.

Também fui eu quem recebeu o correio e evitou que tivesses que ir à estação buscar a tua encomenda.

Aqui estão eles, sãos e salvos:


Agora, pervertendo a linha de pensamento deste post e diminuindo, drasticamente, o rigor científico do motivo que me levou a ir a casa dos meus pais buscar estes três companheiros, reparem só na maravilha de tatuagens que o crânio-sem-mandíbula tem na sua careca:




De rir... :P

E é assim que se encontram, passados 20 anos, os modelos da coleção "Era uma vez o corpo humano..."

Agora, vou mas é despachar-me a fazer o que tenho a fazer, que a minha vida não é isto ;)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Aprende, que eu não duro sempre


Hoje de manhã, antes de sair do trabalho, deixei o documento com o meu pedido de transferência para o Bloco de Partos (de preferência) em cima da secretária do gabinete da minha chefe.
Resposta da chefe - que me nomeou, há uns meses, como responsável pela formação em serviço (qualquer coisa como) "não lho vou aceitar, isto é, vou guardá-lo mas, este ano, não o posso mandar à supervisora. Preciso de si aqui este ano, para organizarmos o serviço."

Conclusão: tenho de aprender quando ser menos competente...

Lá vou eu ter que esperar, ainda mais do que gostaria.
Mas a minha esperança não morre.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O primeiro já está ;)

Acabei hoje de o ler.
Quase todo de enfiada, tal como eu gosto! ;)
O primeiro que li de Ken Follett e primeiro livro do ano.

Obrigada maninha!

Créditos da foto: A.

(Que fez questão de a tirar - "a foto tem de ficar em condições!".
Agora reparem no pormenor das pinhas. Um verdadeiro artista... :P)


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Está oficialmente aberta e encerrada a época oficial das trocas

Trocar prendas de Natal, no caso, para mim, é sinónimo de gastar sempre mais dinheiro que o preço original das prendas (graças ao início dos saldos) ou então gastá-lo em lojas onde raramente se vai, com coisas que noutra circunstância, muito provavelmente, não se comprariam...
Eu bem que pedi para me oferecerem livros...
Para o ano (este ano!), vou ser muito mais insistente!


E assim foram mais uns euros à vida em apenas uma hora. :S


Agora, vou só ali fazer meio milhão de coisas que tenho planeadas para hoje e já volto.



Não era bem isto que tinha pensado para primeiro post do ano, mas já está.
Entretanto virão as fotos da primeira (espero eu!) escapadinha.

domingo, 11 de maio de 2014

Numa manhã de Sábado

O combinado era sair cedinho para irmos fazer uma caminhada.
Acabámos por sair já depois das 10h com as bicicletas escadas-abaixo... :P

Foi mais um treininho para ver se perco o medo dos pedais de encaixe e deixo de mandar quedas parvas para o lado, cada vez que paro de pedalar: objetivo cumprido! Iupiiii!!!
E valeu tanto a pena aproveitar o passeio.
Deu para admirar as paisagens primaveris dos campos ao pé do rio, fazer uma visitinha ao Camões e à Camila e dar de caras com um pequeno insólito escrito... ;)






O dono do "euclipal" pode ficar descansado. Os "euclipos" ficaram intactos. ;)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Quem sabe, sabe... :P

No apoio da cadeira do anfiteatro:


E foi isto que aprendi hoje no congresso... ;)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Tinha pensado vir aqui

... dizer-vos que é triste mancar.
Ainda mais quando toda a gente goza conosco por sermos culpados disso.
Tipo: "então mas tu não sabes andar de bicicleta?" ou "pareces uma maluca a subir as escadas"... :P

Mas acabei de receber uma proposta de trabalho, no meio da rua, quando estava a chegar a casa - nada de indecente, juro.  ;)

Só por ter um aspeto "clean"
Not bad...


(Proposta recusada, naturalmente - o meu trabalho chega-me bem - mas fiquei de saber de alguém interessado)

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa que é Páscoa, é doce! ;P

E tem coelhos e ovinhos de chocolate...



(Foi assim que me desfiz do pacote de arroz carolino comprado ao engano... :P)

Já dizia o outro: "Isto é arte!"  ;)
Eu estava cá com um jeitinho...


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Pequenos cantores

Para fugir ao tema do exercício que, apesar de me fazer feliz, já vos deve andar a enjoar...

O coro amador da maternidade começou há umas semanas a preparar-se para mais 2 concertos solidários: para uma associação que dá apoio a sem-abrigo e para uma associação dos amigos dos animais.

Conclusão: anda tudo animado e cada vez que se juntam 2 ou 3 elementos do coro, temos música garantida no trabalho! ;)


A propósito, numa das últimas noites que fiz antes destas mini-férias, já tinham parido as senhoras que estavam na Sala de Partos e tudo tinha corrido bem.

Eis que 3 de nós, com a desculpa de treinar uma das músicas, pusemos o youtube a funcionar...
Estávamos a acabar de cantar "Eu não sei quem te perdeu" do Pedro Abrunhosa em dueto com Sandra de Sá, quando uma colega nos diz que pusemos a senhora a chorar... ;)
Fui ter com ela e lá estava a recém-mamã a limpar as lágrimas emocionada com a nossa cantoria (não sei se foi por sermos muito bons ou por sermos muito maus... :P)


Cá fora, à espera que mamã e bebé saíssem da Sala de Partos, estava uns familiares que nos ouviram e disseram, todos admirados: "Esta maternidade é um espetáculo!"


Imagem daqui

Haja alegria no trabalho! :D

terça-feira, 1 de abril de 2014

A propósito deste dia

E para justificar o título do post anterior.

No sábado ao almoço apanhei o cabelo mais em cima por causa das pontas demasiado curtas à frente (culpa da cabeleireira: eu!).
Por causa disso, disseram-me que era igualzinha à boneca deste autocolante (sem a parte dos olhos verdes, claro):

Como quem diz, és um autêntico cromo. ;)

Ontem estava eu a constatar em voz alta que a palavra "peta" é bem mais gira que "mentira".
A minha sogrinha começa a rir-se "és mesmo engraçada D."

Devo ter ficado vermelha... Sou mesmo croma. Mas a palavra peta continua a parecer-me mais interessante :P


segunda-feira, 24 de março de 2014

À descoberta de uma nova modalidade

Ontem experimentei, pela primeira vez, fazer BTT.
Com uma bicicleta um tantinho melhor que a minha Sirla com quase 20 anos, entenda-se...  :P
Finalmente percebi o porquê da demora do A. quando faz as suas voltinhas domingueiras: isto é mesmo porreiro!


Sim, tenho a minha quota-parte de doida. ;)
Mas depois de pisar, sem querer, um formigueiro e estar a ser atacada à força toda, até me soube bem entrar na água.
Tava fresquinha! E a corrente insistia em levar a bicicleta...

Para que fiquem mais descansados, tínhamos uns senhores do outro lado da margem, incrédulos com a nossa palermice, perfeitamente a postos para ligar ao 112, se fosse necessário ;)



Obrigada X. por me desafiares a ir dar uma voltinha de bicla. Já deu para desenjoar das corridas...
Venham mais voltinhas destas! ;)